Nesse mês de Setembro aconteceu o evento Hacktown, onde nossa diretora de marketing Vanessa Costa e nosso especialista em comunicação e projetos especiais Thor Megiolari trouxeram um rico resumo, de forma bem didática e com grandes aprendizados.
O que é o Hacktown
Imagine uma cidadezinha tranquila no sul de Minas Gerais. Agora, imagine um festival de inovação e criatividade com mais de 800 palestras, showcases e workshops rolando simultaneamente em um polo de inovação totalmente improvável. Uma oportunidade de você invadir sua própria mente, instalando um novo sistema operacional de código aberto. Um festival feito para impactar positivamente a vida das pessoas, de forma transformadora e definitiva, através do compartilhamento de experiências e informações.
Principal tema abordado: Gerações
Estamos vivendo um salto geracional, sobre como a geração Z vê (e interpreta) o mundo de uma forma singular.

A geração que vai durar
Segundo estudos na área de genética, os membros da geração Z tendem a durar, pelo menos, 100 anos. Podendo chegar até os 150 anos. Contudo, seu período de “adolescência” também deve ser postergado.
Geralmente, o período de adolescência corresponde a 1/3 da vida de um ser humano. Por isso dizemos que nossos avós saíam de casa muito cedo, formavam família muito cedo. Na época deles, a expectativa de vida era de 50 anos, ou seja, após os 15 anos eles já não eram mais adolescentes. Hoje, com a expectativa acima dos 75 anos, podemos considerar um adulto de 25 anos, um adolescente.
Quais oportunidades a geração Z traz
Quanto mais longa a adolescência, mais latente a necessidade de pertencimento, de acolhimento, de comunidade. Ou seja, os próximos grandes cases de comunicação devem explorar justamente esse sentimento. Mas quais são as ferramentas que estão no horizonte para tornar esse senso de pertencimento ainda mais latente?
Ferramentas de marketing que trazem senso de pertencimento
Branding
Em um mundo onde a diferenciação e o posicionamento se tornam cada vez mais importantes, ter um processo de branding bem estabelecido (e aplicado) se mostra imprescindível para que o valor de marca seja percebido e para que as pessoas interajam com a marca de forma verdadeira, criando o senso de comunidade tão comentado nesta apresentação.

NFT
Um NFT, ou um TOKEN NÃO FUNGÍVEL, nada mais é que um token não divisível. Ou seja, ele é um token que não pode ser repartido em menos do que 1. Ainda não existe 0,2 de NFT. Ainda.
“Tá, mas o que há de tão genial numa imagem que pode sofrem um simples crtl c + crtl v”. Aí que tá, o NFT como imagem é só o rótulo do refrigerante. É só o swoosh do tênis. O genial é o que há por trás dele.
Através de um sistema de blockchain (criptografia), um NFT nada mais é que um token que assegura que aquela pessoa tem a posse daquilo. Quase um cartório cibernético. Ou seja, uma pessoa que detém um Bored Ape (como Neymar, Justin Bieber, e outros) não é apenas dono daquela imagem em si. E sim, um membro daquela comunidade…
Imagina fazer parte de um grupo onde o Menino Ney e o Justin fazem parte. Imagine fazer uma festa para esse grupo. Imaginem ter como contatar essas pessoas. Imagine o valor disso.
Metaverso
Muito se fantasia quando o assunto é metaverso, no entanto, a verdade é que ele é muito mais simples do que parece. O metaverso nada mais é que um conceito de universo online 3D que combina diversos ambientes virtuais. Ou seja, se você já jogou Minecraft, Fortnite e afins, você sabe o que é um mundo aberto digital 3D. Contudo, interações entre o mundo real e o digital tem se tornado muito mais recorrentes, mostrando que sim, o metaverso pode ser a vir um universo paralelo a ser explorado.
Plataformas digitais que trazem senso de pertencimento
Spotify
O Spotify encurtou distâncias, diminuiu as barreiras de entrada de produtos musicais e ajudou a unir comunidades distantes através dos gostos musicais. Podcast de nicho, audioterapia e co-criação são algumas das trends em alta dentro da plataforma.
Twitch
Com seus próprios “feudos”, com regras, indicações e piadas internas, a TWITCH talvez seja a plataforma que melhor trabalha o senso de comunidade e pertencimento. E junto com uma construção de conteúdos em conjunto, com propósito, fazem da plataforma uma das grandes apostas para os próximos anos.
TikTok
Além de dancinhas e conteúdo “fútil”. O Tiktok é a casa dos memes em .gif. Sem imagens estáticas, sem o uso do som. Curto, rápido, mas com significado. Mas sendo uma plataforma extremamente coringa, com possibilidade de lives, live commerce, como usá-la de forma assertiva?
Os conteúdos que viralizam têm em comum alguns fatores como: dinamismo com sons, transições, pontos de virada e storytelling com conteúdo de começo, meio e fim.
Conclusão
Alguns termos que temos sido bombardeados nos últimos anos vieram pra ficar. Ainda há muita especulação de como eles de fato se desenvolverão, mas a realidade é de que grandes empresas já têm se movimentado para se adequar ao próximo grande consumidor, a geração Z!